BRASIL: Saiba quem são as forças por trás do conflito entre turcos e curdos na Síria - EntornoInteligente

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ANCARA – A Turquia matou ao menos 260 combatentes curdos da Síria e militantes do Estado Islâmico em sua ofensiva que começou no último sábado na região de Afrin, no noroeste da Síria, dominada por curdos, disseram os militares turcos na terça-feira. Os governo turco já recebeu uma série de alertas de países estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos, que fornece armas às milícias curdas. Ancara sustenta que não vai recuar. Entenda quem são os principais agentes do conflito na região:

Quem é quem na guerra síria A ofensiva turca contra os curdos abriu uma nova frente no conflito Avanço das forças turcas e aliados Forças do governo sírio Estado Islâmico Rebeldes apoiados pela Turquia Forças curdas apoiadas pelos eua UM PAÍS DIVIDIDO Rebeldes 20km Jarablus N Azaz Kobani TURQUIA Gaziantep Afrin Tal Abiad Manbij Gulbaba Hassa Aleppo Kobani Raqqa Idlib Kilis Azaz Minbej Afrin Deir Ez-zor Hama Homs Al Bab Reyhanli Palmira Aleppo Damasco Idlib SÍRIA Agentes externos Turquia EUA Rússia Irã/Hezbollah Vê as Unidades de Proteção Popular (YPG), mílicia curda que luta contra o Estado Islâmico (EI) e parte das Forças Democráticas Sírias (FDS), como extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Quer evitar que curdos sírios estabeleçam região autônoma na Síria, o que poderia fortalecer o PKK. Apoia rebeldes contra Assad Têm nos curdos aliados contra jihadistas. Fornecem apoio bélico à mílicia, assim como a rebeldes moderados. Mas também consideram o PKK um grupo terrorista, seguindo a Turquia, sua parceira na Otan. A ofensiva contra os curdos fragiliza seus laços com Ancara, já ameaçados pela aproximação turca da Rússia Há indícios de que oferece apoio à Turquia na ofensiva contra os curdos, enquanto os dois países acusam os EUA de agravarem a situação com seu apoio às YPG. O respaldo a Ancara aumenta a influência de Moscou, o mais importante aliado de Assad. Tem na costa síria sua base naval no Mediterrâneo Alinhado à Rússia e à Síria, condenou a cooperação entre curdos e EUA contra o EI. Tem 6 milhões de curdos em seu território, enquanto fornece apoio a Damasco, seu principal aliado no mundo árabe. A Síria é o principal trajeto para levar carregamentos de armas iranianas ao Líbano para o Hezbollah Agentes internos Unidades de Proteção Popular (YPG) Forças Democráticas Sírias (FDS) Estado Islâmico Governo sírio A frente árabe-curda é a principal aliada da coalizão de combate ao EI. Esteve na linha de frente das batalhas que recuperaram cidades-chave do grupo jihadista, incluindo Raqqa Cresce a rivalidade entre as Forças Democráticas Sírias, lideradas por curdos com apoio dos EUA, e Damasco, enquanto o inimigo comum, o EI, se aproxima da derrota. Turquia e Síria estão de lados opostos na guerra, mas ambas desejam conter as ambições independentistas dos curdos. É apoiado por Rússia, Irã, Hezbollah e milícias xiitas As milícias curdas integram as FDS e atuam como braço armado do Partido da União Democrática Curdo-Síria (PYD), afiliado ao turco Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Emergiu no conflito em 2012, quando o Exército sírio se retirou das áreas curdas. Querem mais autonomia e se opõem ao governo de Damasco Criado em 2013, declarou um califado no Iraque e na Síria, agora em recuo após uma série de derrotas. É alvo da coalizão liderada pelos EUA, dos curdos e aliados de Bashar al-Assad Frente al-Nusra Exército Livre da Síria Nascido de desertores do Exército sírio, recebeu treinamento dos EUA. Formado por grupos islâmicos, apoia Ancara Braço sírio da al-Qaeda. Há acusações contra o governo turco por supostamente oferecer apoio aos extremistas Fonte: al-Jazeera Quem é quem na guerra síria A ofensiva turca contra os curdos abriu uma nova frente no conflito UM PAÍS DIVIDIDO Forças do governo sírio Forças curdas apoiadas pelos eua Estado Islâmico Rebeldes Avanço das forças turcas e aliados Rebeldes apoiados pela Turquia Jarablus Azaz Kobani Afrin Tal Abiad Manbij Aleppo Raqqa Idlib Deir Ez-zor Hama Homs Palmira Damasco 20km N TURQUIA Gaziantep Gulbaba Hassa Kobani Kilis Azaz Minbej Afrin Al Bab Reyhanli Aleppo Idlib SÍRIA Agentes externos Turquia Vê as Unidades de Proteção Popular (YPG), mílicia curda que luta contra o Estado Islâmico (EI) e parte das Forças Democráticas Sírias (FDS), como extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Quer evitar que curdos sírios estabeleçam região autônoma na Síria, o que poderia fortalecer o PKK. Apoia rebeldes contra Assad EUA Têm nos curdos aliados contra jihadistas. Fornecem apoio bélico à mílicia, assim como a rebeldes moderados. Mas também consideram o PKK um grupo terrorista, seguindo a Turquia, sua parceira na Otan. A ofensiva contra os curdos fragiliza seus laços com Ancara, já ameaçados pela aproximação turca da Rússia Rússia Há indícios de que oferece apoio à Turquia na ofensiva contra os curdos, enquanto os dois países acusam os EUA de agravarem a situação com seu apoio às YPG. O respaldo a Ancara aumenta a influência de Moscou, o mais importante aliado de Assad. Tem na costa síria sua base naval no Mediterrâneo Irã/Hezbollah Alinhado à Rússia e à Síria, condenou a cooperação entre curdos e EUA contra o EI. Tem 6 milhões de curdos em seu território, enquanto fornece apoio a Damasco, seu principal aliado no mundo árabe. A Síria é o principal trajeto para levar carregamentos de armas iranianas ao Líbano para o Hezbollah Agentes internos Governo sírio Cresce a rivalidade entre as Forças Democráticas Sírias, lideradas por curdos com apoio dos EUA, e Damasco, enquanto o inimigo comum, o EI, se aproxima da derrota. Turquia e Síria estão de lados opostos na guerra, mas ambas desejam conter as ambições independentistas dos curdos. É apoiado por Rússia, Irã, Hezbollah e milícias xiitas Unidades de Proteção Popular (YPG) As milícias curdas integram as FDS e atuam como braço armado do Partido da União Democrática Curdo-Síria (PYD), afiliado ao turco Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Emergiu no conflito em 2012, quando o Exército sírio se retirou das áreas curdas. Querem mais autonomia e se opõem ao governo de Damasco Estado Islâmico Criado em 2013, declarou um califado no Iraque e na Síria, agora em recuo após uma série de derrotas. É alvo da coalizão liderada pelos EUA, dos curdos e aliados de Bashar al-Assad Forças Democráticas Sírias (FDS) A frente árabe-curda é a principal aliada da coalizão de combate ao EI. Esteve na linha de frente das batalhas que recuperaram cidades-chave do grupo jihadista, incluindo Raqqa Frente al-Nusra Braço sírio da al-Qaeda. Há acusações contra o governo turco por supostamente oferecer apoio aos extremistas Exército Livre da Síria Nascido de desertores do Exército sírio, recebeu treinamento dos EUA. Formado por grupos islâmicos, apoia Ancara Fonte: al-Jazeera

Ancara vê as Unidades de Proteção Popular (YPG), mílicia curda que luta contra o Estado Islâmico na Síria e principal componente da coalizão árabe-curda das Forças Democráticas Sírias (FDS), como uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que há décadas é inimigo das forças militares turcas e, assim, considerado uma formação terrorista pela Turquia. Enquanto também tenta exterminar os jihadistas, o governo quer evitar que os curdos sírios estabeleçam uma região autônoma no Norte da Síria, ao longo da fronteira turca, o que poderia fortalecer o PKK. Além disso, oferece apoio bélico, militar e político aos rebeldes na guerra contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Já o governo americano tem nos combatentes curdos sírios os seus aliados mais eficazes para combater os jihadistas em solo, e anunciou seu apoio bélico à mílicia em 2017, enquanto provê armas, treinamento e assistência militar a grupos rebeldes moderados. No entanto, Washington também considera o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) um grupo terrorista, seguindo a Turquia, seu parceiro na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os EUA são um importante fornecedor de armas e de reforço militar aos turcos, e usam a base aérea de Incirkil na campanha contra o Estado Islâmico. Porém, o suporte aos curdos enfraquece ainda mais os já fragilizados laços com Ancara, ameaçados pela sua aproximação com a Rússia e pela guinada autoritária promovida pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobretudo desde julho de 2016, quando houve uma tentativa de golpe militar.

Há indícios de que a Rússia oferece apoio à Turquia na ofensiva contra os curdos, enquanto os dois países acusam os EUA de agravarem a situação síria com seu apoio à YPG. O apoio a Ancara aumenta a influência regional de Moscou, que já é o mais importante aliado internacional de Assad. A Rússia é uma aliada antiga da família do presidente e tem na costa síria sua única base naval no Mediterrâneo. Acredita-se que os ataques contra os curdos tenham passado por aprovação prévia dos russos, que teriam aberto o espaço aéreo sobre a região síria de Afrin, onde acontecem os confrontos, a aviões de Ancara. Na guerra civil síria, a Rússia realiza frequentes ataques aéreos contra rebeldes, alegando que sua participação é de combate ao terrorismo, e oferece apoio político ao regime de Damasco na ONU.

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No território sírio, a rivalidade entre as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos com apoio dos EUA, e o governo de Damasco vem crescendo, enquanto o seu inimigo comum, o Estado Islâmico, se aproxima da derrota na guerra civil. Os maiores grupos curdos sírios esperam entrar numa nova fase de negociações, em que ganhariam autonomia no Norte da Síria, mas o regime de Assad demonstra que reclamará as áreas capturadas pelas milícias curdas das mãos dos jihadistas. Turquia e Síria estão de lados opostos na guerra, mas as duas nações desejam conter as ambições independentistas dos curdos em seus territórios. A nova linha de confronto poderia envolver ainda mais os EUA e a Rússia no confronto.

Por sua vez, alinhado a Rússia e Síria, o Irã também condenou a cooperação armada entre as milícias curdas e os Estados Unidos contra o Estado Islâmico. O país também tem uma província habitada por cerca de 6 milhões de curdos, enquanto fornece apoio bélico, conselhos militares e suporte de combate às forças de Damasco, a que considera o seu principal aliado no mundo árabe, além de recrutar milícias xiitas para a guerra síria. A influência sobre o conflito é essencial para Teerã, uma vez que o território sírio é o principal trajeto para levar carregamentos de armas iranianas ao Líbano para o Hezbollah, que envia combatentes à porção oeste da Síria para ajudar os combatentes pró-Assad.

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