BRASIL: Próximo à família, Son se disfarça para fugir do assédio na Coreia - EntornoInteligente

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Caminhar pelas ruas de Seul não é tarefa fácil para Son Heung-min. Aos olhos do mundo, ele pode até ser uma estrela menor da constelação de Neymar e Cristiano Ronaldo. Mas, na Coreia do Sul, é astro dos mais brilhantes. Frequentemente envolvido modelos e atrizes famosas de seu país, o atacante está acostumado a se disfarçar antes de sair na rua para driblar fãs e paparazzi. Mas, quando visita a região em excursões com seu time, o Tottenham, não há escapatória: sofre o assédio natural a um protagonista de uma seleção rumo à Copa do Mundo.

Veja também Nabil Darir, o marroquino da gema Ele vai: Al-Sahlawi, uma miragem no deserto de atacantes da Arábia Em sua quarta Copa do Mundo, Tim Cahill busca entrar na história Falcao Garcia vai à Rússia esperando realizar sonho do gol em Copa Por trás da fama, porém, vive um jovem de 25 anos muito apegado à família. Depois de sofrer com a distância dos pais, Son tratou de buscá-los para morar com ele em um apartamento próximo ao centro de treinamento do Tottenham, em Londres.

A figura paterna tem papel especial. Son Woong-jun, ex-atacante cuja carreira foi interrompida aos 28 anos por lesões, é crítico e incentivador. Quando o filho quis se tornar jogador de futebol, tratou de alertá-lo para os obstáculos que apareceriam. E, preocupado com a concorrência, estimulou-o a ser um atleta versátil, capaz de finalizar com os dois pés e a atuar em diversas posições. Até hoje, após cada partida, senta-se ao lado de Son para analisar os lances.

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— O futebol está no meu sangue. Eu aprendi a andar, vi uma bola e a chutei — afirmou ao jornal “Evening Standard”: — Meu pai tem muito orgulho de mim. Sem ele, não estaria aqui.

O projeto do Son pai foi bem-sucedido: seu filho se tornou o jogador asiático mais caro da história, quando comprado pelos Spurs, em 2015, por 22 milhões de libras (mais de R$ 100 milhões, em valores de hoje). Mas a jornada rumo à Rússia contou com pelo menos dois momentos de hesitação. Ainda moleque, recém-promovido ao time principal do Hamburgo, não conseguia deslanchar. Só ganhou espaço após as vendas de Paolo Guerrero (para o Corinthians) e do croata Mladen Petric (para o Fulham, da Inglaterra). Antes da temporada 2016-2017, já no Tottenham, Son chegou a expressar ao técnico Mauricio Pochettino o desejo de mudar de ares. Foi convencido a ficar.

As limitações da seleção sul-coreana dificilmente permitirão que Son seja um dos caras da Copa do Mundo. E, no Tottenham, ele continuará à sombra das sensações Harry Kane e Dele Alli. Mas dificilmente o atacante perderá o posto de orgulho nacional. E, mais importante, de queridinho do papai.

BRASIL: Próximo à família, Son se disfarça para fugir do assédio na Coreia

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