BRASIL: Parentes buscam homem que desapareceu após chuva na Baixada fluminense - EntornoInteligente

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RIO – A forte chuva que atingiu a Baixada Fluminense na madrugada deste sábado provocou um deslizamento de terra na região de Pilar, em Duque de Caxias. Uma casa foi atingida, e o morador Alan Barros, de 29 anos, está desaparecido. Não há registro de feridos.

Veja também Rio terá sábado de chuva, mas domingo a previsão é de sol Chuva causa alagamentos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense Rio registra a maior sensação térmica do ano: 45,7 graus – Quando ouvi o barulho de terra eu acordei e não vi o meu marido ao meu lado. Não sei se ele saiu para pedir ajuda, ou algo assim. O procurei pela casa, não vi o chinelo dele, e não dava para passar. Gritei por socorro – conta Mayara Maciel, de 24 anos, mulher de Alan.

Os gritos foram ouvidos por André Oliveira, vizinho de cima de Mayara, por volta das 4h, quando ele a ajudou a sair da casa junto com o filho, de um ano. Os deslizamentos não são uma novidade na região em que moram.

– Não é a primeira vez que desliza terra. Sempre temos que pagar caminhão ou contar com a ajuda dos próprios moradores para tirarem a terra. A casa está em pé, foi só o deslizamento.

Mayara procurou pelo marido nas casas de vizinhos, da sogra e até no trabalho, mas ele não foi encontrado. O Corpo de bombeiros e a Defesa civil começaram o trabalho de retirada da terra e até o momento não há registros de pessoas soterradas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Caxias, somente nesta manhã de sábado foram 29 chamados. Na Rua Cruzeiro do Sul, no bairro Vila Angélica, foram retirados de casa sete adultos e uma criança por causa de alagamentos. Apesar disso, a corporação destacou que não há informação de feridos por conta das chuvas.

Alagamentos em Caxias

Em Saracuruna, outro bairro de Caxias, as chuvas provocaram alagamentos e a água invadiu residências. Vanderson Miguel mora há dois meses na Rua F e perdeu os móveis da casa e do local de trabalho: uma barbearia que tinha instalado no mesmo endereço.

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Vanderson Miguel, de azul, morador da rua F no Bairro Saracuruna, deixa a casa alagada – Luiz Ackermann / Agência O Globo – Aluguei a casa e a proprietária disse que não alagava. Agora está assim. Acordei às quatro e meia da manhã e vi meu filho de três anos boiando no colchão. Eu estava começando a minha vida, já não tinha quase nada e agora eu perdi tudo. Geladeira, cama, fogão, tudo – diz Vanderson, que saiu de casa com a ajuda de parentes.

Gabriel Galbim, de 69 anos, vizinho de Vanderson, explicou que os alagamentos são comuns. Bastou ouvir a chuva forte para começar a subir os móveis e colocá-los em cima de tijolos.

– É sempre assim. A água estava na altura do umbigo. É só chover que a água entra – diz Gabriel, com aproximadamente 1m70 de altura.

Gabriel Galbim em sua casa alagada, na rua F no Bairro Saracuruna – Luiz Ackermann / Agência O Globo

Vacinação

A campanha de vacinação contra a febre amarela, Dia D, continuou normalmente no posto de saúde de Saracuruna. Há moradores moradores que tiveram suas casas atingidas pela água que ainda assim conseguiram sair para vacinar.

– Acordei para ir ao banheiro e a água foi subindo. Chegou na altura da canela. Ainda tem um pouco de água, mas tenho que tomar vacina porque vou a Saquarema a trabalho na segunda – diz Nelson de Azevedo, de 55 anos, que toma a vacina pela primeira vez

Nelson de Azevedo foi de bicicleta se vacinar – Luiz Ackermann / Agência O Globo

Zoraide dos Santos, de 42 anos, passou por situação semelhante. Em quatro anos, nunca teve a casa alagada. Foi ao posto pela campanha, mas deixou o marido em casa com medo da água subir novamente e prejudicar os móveis.

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– Eu vim vacinar para aproveitar a campanha, durante a semana não teria tempo, mas fiquei com medo (da chuva). Tive que colocar blocos na cama, na máquina. O motor da minha geladeira ficou submerso e ainda não liguei para saber se estragou.

CONFIRA QUAIS SÃO OS LOCAIS DE VACINAÇÃO NESTE SÁBADO:

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Leia na íntegra a nota da Prefeitura de Caxias:

“A Prefeitura de Duque de Caxias informa que em decorrência das chuvas intensas que caíram na cidade nesta sexta-feira (26/01), com volume de 220 mm de chuva nas últimas 24 horas, ainda há pontos de alagamento no município. Os locais mais afetados foram Pilar, Vila Maria Helena, Jardim Primavera, Saracuruna, Parque Império e Cangulo, no segundo e terceiro distritos. No Pilar, ocorreu um desabamento mas ainda não há registros de feridos. Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão no local. A Prefeitura esclarece também que devido à alta da maré e ao intenso volume de água nos rios, ainda há dificuldade no escoamento das águas da chuva. A PMDC está com um grande efetivo de agentes da Secretaria Municipal de Obras e das Subsecretarias Municipais de Defesa Civil e Limpeza Urbana nas ruas para atender à população. O trabalho conta ainda com o apoio de equipes do Corpo de Bombeiros. A Prefeitura instalou quatro pontos de apoio para atendimento à população das áreas mais atingidas pelas chuvas, nas localidades do Pilar, Figueira, Vila Maria Helena e Saracuruna”.

No Rio, chuva forte na Zona Norte

Na cidade do Rio, de acordo com informações do Sistema Alerta Rio, o bairro onde mais choveu foi a Ilha do Governador. Chove desde a noite de sexta-feira na cidade. A previsão é que o tempo melhore no domingo, mas a partir de segunda-feira a chuva poderá voltar com maior intensidade.

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