BRASIL: ONG pretende dobrar número de testagem rápida para o HIV - EntornoInteligente

Jornal do Brasil / De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, divulgados no final de 2016, 842.535 pessoas vivem com Aids no Brasil. Entre 2007 e junho de 2016, foram notificados 136.945 casos de infecção pelo HIV no país. Porém, outro dado preocupa: estima-se que 112 mil pessoas não conhecem sua sorologia.

Fazer com que mais pessoas conheçam sua sorologia, e assim possam ser devidamente orientadas e iniciar o tratamento, segundo especialistas, é uma das estratégias para diminuir o número de novas infecções e controlar a epidemia de Aids. A política brasileira de Aids preconiza o testar e tratar.

Para enfrentar esse desafio, no Rio de Janeiro, o Grupo Pela Vidda-RJ vem atuando desde 2014 no Programa ‘Viva Melhor Sabendo’, do Ministério da Saúde, através de campanhas de testagem do HIV. Em 2016, a ONG realizou 2.500 testes rápidos para HIV com a ampliação das ações através do projeto Rio Stop Aids, em parceria com AHF Brasil. A meta agora é  dobrar o número de testagens rápidas que realiza, tanto na sua sede, como em ações externas nos primeiros meses de 2017. Somente este ano já foram realizados 1.700 testes rápidos. A expectativa é chegar a 5 mil testes, ampliando ações na Baixada Fluminense e na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Dados apontam preocupação com as taxas de incidência entre os mais jovens e homens gays com mais de 30 anos. Os números batem com os dados apresentados pelo MS. De acordo com o último boletim epidemiológico, os jovens gays continuam sendo os que mais apresentam novas infecções.

O Grupo Pela Vidda-RJ, que há 28 anos luta pelos direitos e pela cidadania das pessoas que vivem com HIV e Aids no Rio de Janeiro e foi uma das primeiras organizações do Brasil fundada  por elas.

A tecnologia identifica anticorpos do vírus HIV na mucosa da boca. Em casos positivos, é necessário realizar um teste de sangue para confirmação. Os interessados podem fazer o teste rápido na sede do grupo, no Centro do Rio, de terça a sexta-feira, a partir das 14h, ou nas ações que são realizadas pelo grupo no centro do Rio, em boates, saunas, festas, eventos LGBT e em parceria com instituições que queiram difundir a prevenção e o diagnóstico precoce. A testagem sempre conta com acompanhamento e orientação psicológica, além de informações sobre o vírus, prevenção combinada (PEP e PREP), janela imunológica e tratamento.

“Muitas pessoas nunca realizaram o teste pelo preconceito de ir até a unidade de saúde, de solicitar o teste para um médico. Quando eles encontram uma equipe que os acolhe, eles aderem melhor a testagem. De jovens até pessoas mais velhas, a gente vê um grande número de pessoas que fazem o teste pela primeira vez em ações externas. Além disso, precisamos descontruir o preconceito com o HIV e sensibilizar sobre a importância da testagem, através do aumento da oferta, principalmente, em locais de pessoas com maior vulnerabilidade ao HIV”, destacou Márcio Villard, coordenador de projetos do Grupo Pela Vidda-RJ.

Mais informações: http://www.pelavidda.org.br/site/  ou &

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Con Información de Jornal do Brasil

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