BRASIL: Menino de 3 anos abre portão, foge da creche e volta para casa em Barretos - EntornoInteligente

G1 Globo / Jesus afirmou que o caso aconteceu no dia 8 de agosto na creche Abdala Mehde Rezek, logo após o menino ser deixado no local pelo pai. A criança saiu da sala de aula, abriu o portão e caminhou em direção a casa onde mora. “O pai disse que entregou o garoto para a professora, foi ao mercado, depois à padaria e a um posto de gasolina. Ele demorou cerca de 40 minutos na rua e, quando voltou para casa, encontrou o filho chorando em frente ao portão, com a mochila nas costas.”

A mãe do menino afirma que estava no trabalho quando recebeu um telefonema da vizinha. “Ela me ligou perguntando o que estava acontecendo, avisando que ele estava aqui chorando em desespero. Deixei meu serviço e vim aqui ver como ele estava”, lembra.

Juliana diz que o filho tinha um corte na boca e que estava muito assustado. Ela conta que a escola só entrou em contato mais de uma hora depois. “Eles ligaram depois de uma hora e quarenta minutos. Fazia uma hora e quarenta minutos que ele estava fora da escola. Fiquei com muito medo pelo caminho que ele fez, porque é uma pista dupla. É carro que vai e vem, é ônibus, é boca de fumo, é tudo.”

  Juliana diz que filho não volta mais para a escola após episódio (Foto: Ronaldo Gomes / EPTV) Problema recorrente O conselheiro afirmou que o caso na creche Abdala Mehde Rezek não é isolado. Segundo Jesus, outras duas famílias relataram que os filhos saíram sozinhos de escolas ou projetos municipais nos últimos dois meses, porque os portões estavam destrancados. Em um dos casos, um menino de 5 anos foi colocado por engano dentro de um ônibus escolar. A confusão só foi percebida quando a mãe chegou à escola para buscar a criança.

Jesus disse que frequentemente fiscaliza as unidades e já notificou os colégios sobre a falta de segurança. “Quando a criança e o adolescente estão na escola, os responsáveis pela integridade física e moral deles são os funcionários. Ainda falta segurança nessa questão. O portão sempre deve estar trancado. Quem chega, precisa se identificar, explicar o que precisa, antes de entrar”, afirmou o conselheiro.

Após o susto, Juliana diz ter perdido a confiança na escola e que pretende buscar outra instituição para o menino. “O que aconteceu com o meu filho eu não desejo para ninguém. Foi um susto muito grande, mas o meu filho está bem, está comigo. Para lá ele não volta.”

Menino de 3 anos deixou a escola e caminhou sozinho até a casa onde mora em Barretos, SP (Foto: Ronaldo Gomes / EPTV)

Con Información de G1 Globo