BRASIL: Coreia do Norte derrubou negociações anteriores por desarmamento nuclear - EntornoInteligente

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WASHINGTON E SEUL – Os EUA já participaram de duas negociações prolongadas para o desarmamento nuclear da Coreia do Norte, ambas interrompidas por Pyongyang, em meio a recriminações mútuas.

O programa nuclear norte-coreano começou nos anos 1960, com um reator de pesquisa fornecido pelos soviéticos. Em 1985, sob pressão de Moscou, Pyongyang aderiu ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), comprometendo-se a não produzir a bomba. Logo depois, porém, o país foi posto sob suspeita de fabricar plutônio.

Veja também Possível desnuclearização da Coreia do Norte é tratada com ceticismo Trump elogia proposta da Coreia do Norte de desnuclearização: ‘Sinceros’ EUA devem explorar a oferta da Coreia do Norte, diz especialista Entenda o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte Em 1994, EUA e Coreia do Norte assinaram o Acordo Quadro, pelo qual Pyongyang se comprometia a congelar o programa nuclear militar, em troca de petróleo e da construção de duas usinas atômicas de energia. Na época, o país passava por forte crise, após o colapso da União Soviética.

O pacto durou até 2002, quando Washington acusou Pyongyang de violá-lo ao enriquecer urânio para fins militares. O então presidente George W. Bush incluiu o país no “eixo do mal”, candidato a ser alvo de uma ofensiva militar. Em janeiro de 2003, a Coreia do Norte abandonou o TNP.

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Ainda assim, no mesmo ano teve início o Diálogo a Seis, que, além de EUA e Coreia do Norte, reunia China, Japão, Coreia do Sul e Rússia. Em 2005, Pyongyang prometeu abandonar o programa nuclear militar; Washington declarou que não tinha intenção de “atacar ou invadir” o país. Os norte-coreanos, porém, pararam de negociar depois do anúncio americano de sanções a um banco de Macau com quem faziam negócios.

Houve, ainda, mais uma tentativa de acordo no Diálogo a Seis. Em 2007, a Coreia do Norte admitiu inspetores internacionais e começou a desmantelar suas instalações; os EUA retiraram o país da lista de “patrocinadores do terrorismo”. Mas a tensão voltou, em 2009, quando Pyongyang lançou um satélite de comunicação e foi acusada de usá-lo em seu programa de mísseis. O diálogo foi, então, interrompido.

Arsenal nuclear pelo mundo No apogeu da Guerra Fria, nos anos 1980, estima-se que havia 70 mil ogivas nucleares pelo mundo. Hoje, há cerca de 15 mil número de ogivas por país Rússia** 7.000 EUA* 6.800 França 300 China 270 Reino Unido 215 Paquistão 120-130 Índia 110-130 Israel 80 Coreia do Norte 60 *Primeiro país a desenvolver ogiva nuclear **Segundo país a desenvolver ogiva nuclear PROPAGAÇÃO nuclear Países que têm armas nucleares Países que hospedam armas nucleares Países que integram alianças nucleares Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China, Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia Albânia, Austrália, Bulgária, Canadá, Croácia, República Tchcea, Dinamarca, Estônia, Grécia, Hungria, Islância, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Coreia do Sul e Espanha (jul/1968) Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares 191 países assinaram; 93 ratificaram. Brasil aderiu (1998), mas não ratificou. Apenas Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte não assinaram. (SET/2017) Tratado de Proibição de Armas Nucleares Complementar ao de 1968: 53 países assinaram; 3 ratificaram. Brasil aderiu, mas não ratificou. Fonte: ONU, Campanha Internacional para Abolição de Armas Nucleares (Ican) Arsenal nuclear pelo mundo No apogeu da Guerra Fria, nos anos 1980, estima-se que havia 70 mil ogivas nucleares pelo mundo. Hoje, há cerca de 15 mil. número de ogivas por país 7.000 Rússia** 6.800 EUA* França 300 China 270 Reino Unido 215 Paquistão 120-130 Índia 110-130 Israel 80 Coreia do Norte 60 *Primeiro país a desenvolver ogiva nuclear **Segundo país a desenvolver ogiva nuclear PROPAGAÇÃO nuclear Países que têm armas nucleares Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China, Israel, Índia, Paquistão e Coreia do Norte Países que hospedam armas nucleares Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia Países que integram alianças nucleares Albânia, Austrália, Bulgária, Canadá, Croácia, República Tchcea, Dinamarca, Estônia, Grécia, Hungria, Islância, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Coreia do Sul e Espanha (jul/1968) Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares 191 países assinaram; 93 ratificaram. Brasil aderiu (1998), mas não ratificou. Apenas Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte não assinaram. (SET/2017) Tratado de Proibição de Armas Nucleares Complementar ao de 1968: 53 países assinaram; 3 ratificaram. Brasil aderiu, mas não ratificou. Fonte: ONU, Campanha Internacional para Abolição de Armas Nucleares (Ican)

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