BRASIL: CCBB-RJ se manifesta sobre caso de lesbofobia com casal - EntornoInteligente

Jornal do Brasil / O Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro informou, nesta segunda-feira (2), que vai apurar o relato de um casal de mulheres que foi alvo de lesbofobia por parte do namorado de uma de suas funcionárias no último dia 30 e afirmou que repudia o episódio.

“O fato narrado contraria os valores e o trabalho educativo e afirmativo que a Instituição vem realizando ao longo da sua história contra a intolerância e a favor da diversidade étnica, sexual, de gênero e religiosa. O Centro Cultural está apurando internamente o fato e tomará todas as medidas legais e judiciais cabíveis com a firmeza que a situação descrita exige. Lamenta que o caso tenha acontecido em suas dependências e reafirma o compromisso de atuar em prol do respeito às diferenças, repudiando toda e qualquer manifestação de preconceito”.

Funcionários do CCBB posaram na área onde agressor fez manifestação lesbofóbica Agressão homofóbica no CCBB Em relato no Facebook, uma das mulheres agredidas afirma que estava acompanhada da namorada no foyer do centro cultural, onde há uma seção interativa da exposição de Mondrian, e que um funcionário, acompanhado de uma mulher, escreveu “Meu p…” no quadro. Em seguida, ele retornou ao local, que é destinado a crianças, e escreveu outro recado no quadro: “Fora lésbica”. Éri Éri conta, ainda, que tentou registrar uma reclamação depois de receber orientação de um dos funcionários do CCBB, mas que o agressor a impediu de depositar o papel com o registro da reclamação na urna.

“Ele tentou me impedir de colocar o papel na caixa tampando o buraco e depois tentando arrancar o papel da minha mão. O tempo inteiro que escrevia a reclamação ele ficou a menos de um metro de mim rasgando os papéis da caixa. Todos presenciaram a cena e nada fizeram mesmo quando pedimos alguma intervenção (ao menos tirar o cara de perto da caixa). O CCBB fechou e o cara continuou lá dentro esperando a namorada largar do trabalho. Enfim, várias coisas me incomodaram. 1. Todo mundo conhecia o cara. 2. Sou hostilizada em vários lugares mas no CCBB acreditava ser um espaço seguro 3. Não teve agressão física mas a tentativa de intimidar e humilhar são claras 4. Falamos com os dois (o cara e a namorada) ele só com cara de “e daí?” e ela falando “o que eu tenho a ver com isso?” 4. Todo dia LGBT é morto e algumas pessoas simplesmente se sentem a vontade pra nos agredir”, diz Éri Éri em um dos trechos do relato.

BRASIL: CCBB-RJ se manifesta sobre caso de lesbofobia com casal

Con Información de Jornal do Brasil

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