BRASIL: Baleada em assalto se recupera e vira destaque na Viradouro - EntornoInteligente

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RIO – Superação é a palavra-chave na vida de Larissa Bandeira, de 17 anos. Depois de ter sido baleada numa das mãos durante um assalto a uma loja de departamentos em Laranjeiras, em junho do ano passado, a jovem ficou traumatizada com a violência e impedida de praticar esportes. Durante cinco meses de fisioterapia, teve que abandonar a equipe de remo do Vasco, para a qual havia entrado três meses antes de ser atingida. Mas agora voltou a sorrir. Foi selecionada para ser a musa do camarote da Global Marketing, na Marquês de Sapucaí. E ainda vai desfilar como destaque da Viradouro e na ala afro da Alegria da Zona Sul, ambas do Grupo de Acesso.

Veja também Carnaval será com sol e temperatura de 40 graus no Rio Hotéis de áreas afetadas por febre amarela já perdem reservas A criatividade, o humor e as polêmicas das marchinhas de carnaval – Fui baleada quando havia acabado de sair do colégio. Na época, aquilo me desestabilizou. Três meses antes, havia entrado para a equipe de remo do Vasco. Eu também fazia dança e tive que parar tudo. Fiquei muito traumatizada. Só fazia a fisioterapia e ficava em casa, mas, no fim do ano passado, minha vida voltou a ficar colorida. Fui convidada para esse trabalho por intermédio da minha irmã mais velha, Luana Bandeira, que já era musa da Viradouro e também tinha feito trabalhos para o mesmo camarote – relembra.

Moradora de Santa Teresa, Larissa sempre esteve envolvida em projetos sociais com foco em esportes e artes:

– Com dois anos, participei do meu primeiro espetáculo teatral ao lado da minha mãe e dos meus outros três irmãos. Era a peça “Menino no meio da rua”. Isso foi através do projeto Ação da Cidadania, que funciona, atualmente, na Região Portuária do Rio.

A preocupação com o social é algo que sempre envolveu a família da jovem. Desde 2010, o irmão mais velho dela, Marcos Bandeira, criou o próprio projeto, batizado de “Origens”, que funciona no bairro do Estácio.

– Damos aulas de artes, artesanato, teatro, capoeira e samba, entre outras. Toda a família é envolvida nisso. Até eu dou aulas de dança. Quando lembro que fui baleada por meninos que deveriam ter a mesma idade do que eu, penso mais ainda em continuar participando de ações que possam mudar a vida de outras pessoas – comenta Larissa.

NO LUGAR DE TRAUMA, ALEGRIA

Ex-passista de blocos do Rio, a mãe de Larissa, a assistente social Simone Raz, de 50 anos, acompanha de perto a filha nas apresentações que ela tem feito como musa.

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– Tenho muito orgulho de ter criado filhos com essa preocupação social. Quando soube que a Larissa foi baleada, fiquei sem chão. Hoje, respiro aliviada ao ver que ela conseguiu voltar a praticar esporte e teve a oportunidade de brilhar em um camarote da Sapucaí – diz Simone.

Larissa acredita que esse carnaval será “transformador”:

– Espero conseguir superar todos esses traumas e investir mais em mim, no esporte e na dança, coisas que eu amo fazer.

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