BRASIL: Sogro de piloto do avião da Chapecoense: ‘Se houve erro, pedimos perdão’
 Inicio > Internacionales | Publicado el Viernes, 02 de Diciembre del 2016
BRASIL: Sogro de piloto do avião da Chapecoense: ‘Se houve erro, pedimos perdão’


OGlobo / BUENOS AIRES E BRASÍLIA - Por trás do trágico acidente da Chapecoense está a história de um ex-capitão da Força Aérea Boliviana, que, em 2013, mudou-se com a família para o Brasil, para onde seu sogro, o ex-senador boliviano Roger Pinto, migrara por terra depois de passar 15 meses asilado na embaixada do Brasil em La Paz, alegando perseguição por parte do governo de Evo Morales. Diante da situação do sogro, o piloto Miguel Quiroga, de 36 anos, casado com Daniela Pinto e pai dos três netos do ex-senador, fez a maior e mais arriscada aposta de sua carreira: criar, junto com outros ex-colegas militares, uma nova companhia aérea, a Lamia (usando aeronaves de uma empresa do mesmo nome, que teve fracassada tentativa de funcionamento na Venezuela). Em meio às diferentes hipóteses analisadas em relação à queda do avião da empresa na Colômbia, entre elas a comprovada escassez de combustível, o sogro de Quiroga, que morreu no acidente, disse confiar nas investigações "que serão realizadas pelas autoridades competentes", mas, ao mesmo tempo, fez questão de pedir desculpas às famílias dos que estiverem envolvidos no acidente.

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O relato de Pinto permite reconstruir a história de um piloto que estava fazendo todos os esforços possíveis para consolidar-se no mercado de aviação latino-americano, lidando com dívidas e compromissos pesados. Nos últimos tempos, comentou o ex-senador, a família estava entusiasmada com o crescimento do número de clientes, "principalmente seleções de futebol e clubes latino-americanos".

— Eles conseguiram um bom espaço, entravam em contato com os times, personalizavam a aeronave, a comida que escolhiam, as cores internas. Antes dessa tragédia nunca aconteceu nada de ruim — diz Roger.

O ex-senador também rebate qualquer ligação dele com a natureza suspeita da Lamia original, fundada na Venezuela há sete anos.

— Estão falando que ele era sócio de um chinês, não tem nada disso. Montaram uma pequena empresa no meio do ano passado, com dificuldade, pegando empréstimo em banco. Eles tinham uma série de dívidas e estavam fazendo todos os esforços para manter uma empresa com tudo, seguros, revisões, estavam nivelando as contas — admitiu Pinto, que, ao longo de toda a entrevista, destacou "a qualidade humana e profissional" de Quiroga, que há quatro meses tivera seu terceiro filho. O mais velho chama-se Roger, como o avô. A viúva do piloto, contou seu pai, "está destruída", como toda a família. Desde que se mudaram para o Brasil, Quiroga era "o grande pilar":

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— Nos tempos difíceis, foi ele quem segurou a família. Era muito dedicado a casa.

QUE O MUNDO RESPEITE NOSSA DOR

Hoje, todos acompanham "com muita dor" as notícias que circulam sobre o acidente da Lamia, a empresa que funcionava com um avião alugado dos três que pertencem ao empresário venezuelano Ricardo Albacete, que, no passado, associou-se a um empresário chinês atualmente preso por corrupção e que foi acusado de fraude na Venezuela.

— Eles (os donos da Lamia atual) conheceram os proprietários dos aviões através de um site que conecta pessoas da aviação. Primeiro foram contratados na Venezuela por Albacete para voar suas aeronaves e depois, quando decidiram abrir sua própria empresa na Bolívia, optaram por alugar os aviões do empresário. Mas o vínculo é apenas esse, o aluguel dos aviões — afirma Roger, que hoje também é piloto.

Cristina, dona da funerária colombiana San Vicente, prepara as faixas dos jornalistas Paulo Julio Clement e Victorino Chermont, duas das vítimas da tragédia - Antonio Scorza - Agência O Globo Quiroga tinha ampla experiência, o que o cunhado Drew Rocca também salienta, em áudio divulgado pela TV Globo. Depois de ter estudado na escola militar de Sucre e chegado ao grau de capitão da Força Aérea Boliviana, o piloto realizou cursos de capacitação nos Estados Unidos e na Europa. Sua carreira militar era promissora, mas o conflito político entre Pinto e o governo de Morales deu novos contornos à vida de toda a família. O ex-senador fez graves acusações de corrupção contra o presidente e foi, por sua vez, alvo de denúncias. A decisão de asilar-se na embaixada brasileira em La Paz desencadeou um conflito diplomático entre Brasil e Bolívia, cujo desfecho foi uma viagem de carro cinematográfica, realizada por iniciativa do diplomata brasileiro Eduardo Saboia que, na época, argumentou motivos de saúde do ex-senador.

Durante a permanência de Pinto na embaixada de La Paz, uma das visitas mais frequentes era a de seu genro.

— Minha família foi ameaçada e tivemos de buscar refúgio no Brasil. Miki (como era chamado o piloto por seus familiares) decidiu buscar outras alternativas de trabalho, era um profissional de primeira, sempre foi o mais inteligente da turma — lembrou o ex-senador.

Ao falar sobre o trágico acidente na Colômbia, o ex-senador tentou não entrar em detalhes, mas esboçou possíveis explicações e questionou a controladora do voo:

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— Haverá muita investigação e deixaremos isso para as autoridades competentes. Mas botaram toda a culpa em cima do piloto, mas tem tanta coisa envolvida! Houve problema de comunicação com a torre. Miki chegou em cima do aeroporto e pelas últimas conversas ele pediu pelo amor de Deus para descer e a menina dizia que não o enxergava no radar. Ele dizia: estou cego, me dê um caminho! Se tivesse lá um controlador mais experiente teria colocado ele na frente. Não abandonou , clamou a Jesus, lutou 11 minutos desesperadamente para salvar a todos , mas não conseguiu.

Por toda a entrevista, Roger ressalta o caráter do genro. E mostra solidariedade aos parentes das 77 vítimas, entre mortos e sobreviventes.

— Entendo o sofrimento daquelas famílias. Eram meninos cheios de sonhos como Miki, querendo ganhar a vida — lamenta o sogro do piloto da Lamia, com a voz embargada e trêmula — Esperamos que o mundo respeite também a nossa dor.

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