BRASIL: Dança, turismo rural e flores: as faces de Joinville, em Santa Catarina
 Inicio > Internacionales | Publicado el Viernes, 02 de Diciembre del 2016
BRASIL: Dança, turismo rural e flores: as faces de Joinville, em Santa Catarina


OGlobo / JOINVILLE - Por muito tempo, Joinville não chamou muita atenção dos turistas. Pela localização geográfica estratégica e por ser majoritariamente industrial, era considerada um ponto de passagem para os que buscavam áreas de lazer no estado de Santa Catarina, como o belo litoral, no verão, e a gelada serra, no inverno. Nos últimos anos, no entanto, a cidade tem desenvolvido atrativos e já começou a segurar os turistas.



Veja também No balé de Joinville, os príncipes chegariam de bicicleta Passeios levam às flores e ao agroturismo da região de Joinville Vale da Cerveja oferece opções para agradar aos apreciadores da bebida Motivos para ficar não faltam. Com cerca de 560 mil habitantes, Joinville é a maior cidade de Santa Catarina. Foi colonizada por pequenas famílias agricultoras portuguesas, alemãs e suíças, que migraram para a região ao adquirirem pequenos lotes de terra, lá por meados do século XIX. Cem anos depois, a partir da década de 1960, a cidade passou a investir também no setor produtivo e se tornou o maior polo industrial do estado.

A urbanização, no entanto, não eliminou da cidade o seu caráter de interior. E é exatamente a junção da vida no campo com boa infraestrutura, que transforma o turismo rural da cidade em um dos seus mais importantes atrativos turísticos.

As propriedades ficam a, no máximo, trinta minutos do centro de Joinville. Elas são divididas segundo o tipo de produção e há de tudo um pouco: passeios de trator, banhos de rio, produção de flores, laticínios (usados na produção dos doces locais) e até embutidos frescos, como os salames.

Além do campo, a cidade também explora suas influências europeias na gastronomia e nas artes. Um roteiro — que tem se popularizado em todo o Brasil, mas principalmente no estado — é o de cerveja artesanal (muito provavelmente pela herança germânica na região). E Joinville não fica de fora. Por lá, há três representantes: a Zeit, que promove eventos aos fins de semana em sua fábrica; a Opa, com seu delicioso restaurante próprio; e a Dom Haus, que tem distribuição em quase qualquer bar na cidade. Opções gastronômicas também têm crescido. No Bistrot Mamma Lu, o ponto alto são os pratos com embutidos, como as linguiças artesanais. E na Delicatesse Vicktoria, há um tentador bufê de doces e pães artesanais.

A dança também é um ícone joinvilense. A cidade se orgulha (muito) de sediar a única filial do Teatro Bolshoi de Moscou. Que, aliás, está aberta à visitação. Ali, é possível conhecer os bailarinos, assistir ensaios e aulas, que não se limitam a dança: todas as crianças admitidas saem de lá com voz afinada e tocando ao menos um instrumento.

E não vale deixar a cidade sem conhecer seus museus, entre eles o Nacional de Imigração e Colonização. Na Estação da Memória estão outros dois, que se pode chamar de inusitados: o da Bicicleta, que tem um acervo de 16 mil peças e modelos de bikes antigas; e o Museu do Ferro de Passar que, pelo nome, dispensa comentários. É ver para crer.

FLORES, MUSEUS INUSITADOS E CERVEJARIAS LOCAIS

Passeio de trator é acompanhado pelo cão na fazenda de Ango Kersten, na região rurral de Joinville - O Globo / Carolina Mazzi A área rural de Joinville se divide em três regiões: Quiriri, Estrada Bonita e Piraí. Apesar de cercadas pelo verde e pelo clima de interior, nenhuma delas está a mais do que 25 quilômetros de distância do centro da cidade.

De mais fácil acesso é Quiriri, onde se concentram as propriedades produtoras de flores. A principal é da família Neitzel, um dos passeios imperdíveis de Joinville. Atravessando jardins floridos, o visitante passa por áreas de cultivos em diferente estágios da produção, que mostram a diversidade das espécies da região. O local tem um agradável café e é aberto para visitas em grupo ou individuais.

A Estrada Bonita, logo em seguida, não tem esse nome à toa: de fácil acesso, percorre cenários bucólicos, como pontes de madeira sobre riachos em meio à Mata Atlântica. Pequenas propriedades agricultoras oferecem atividades que vão de banhos de rio a passeios de trator e visita às produções de laticínios e pequenas criações de gado.

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A fazenda da família de Ango Kersten é uma delas. Por lá, é possível fazer o tal passeio de trator, que é sempre acompanhado pelos simpáticos cães dos donos, que correm ao redor. A bordo do veículo, visita-se a produção agrícola até o Rio Pirabeiraba, que cruza a propriedade. No verão, conta Ango, turistas ficam horas mergulhados nessas águas calmas.

Ainda na propriedade, vale conhecer o Museu Rural, que reúne objetos usados na produção agrícola desde a década de 1950. E passar no "Cantinho da Ilca", lojinha da mulher do proprietário, onde estão à venda desde artigos indígenas das tribos locais, até bolos, pães e embutidos produzidos pela dona.

Os proprietários da região passaram por treinamento da Secretaria de Turismo de Joinville para receber os turistas e promover iniciativas sustentáveis. Uma delas está no manejo correto das sementes. Outra é o uso dos "filtros naturais de água", para evitar desperdícios e economizar água. O processo se vale de plantas "sugadoras", que separam o material orgânico. Soa estranho, mas conhecendo a técnica, qualquer um se impressiona.

Já as propriedades localizadas na Estrada Dona Francisca são maiores e, com mais infraestrutura, promovem outro tipo de experiência, com passeios de charrete, carroça, a cavalo, pesque pague e trilhas ecológicas.

Nos arredores de Joinville também estão as fábricas de cervejas artesanais. A Zeit oferece visita à linha de produção, além de degustação. Três tipos de cerveja estão sempre no cardápio: a tradicional lager, a weiss (de trigo) e a dunkel (escura). Porém, mensalmente, o dono, Alexandre Setter, arrisca novas receitas na cozinha.

Aos fins de semana, a fábrica abre suas portas e torneiras de chope aos visitantes. Além dos chopes, eles contratam caminhões de food trucks para ninguém ficar de estômago vazio.

Viagem ao passado

Modelo que remete ao filme ‘E.T.’ está no Museu da Bicicleta (Mubi), de Joinville - O Globo / Carolina Mazzi E entre os museus inusitados, comece pelo Mubi, o da Bicicleta, que fica em uma antiga estação de trem da cidade e que ainda funciona (e também vale a visita). São centenas de bicicletas e referências ao meio de transporte, como uma réplica do extraterrestre do filme "E.T." (1982), de Steven Spielberg.

Há também pôsteres, cartões-postais, filmes, ímãs de geladeira e fotos emblemáticas, onde bicicletas estão presentes. Quem nasceu nos anos 80 vai reconhecer grande parte dos modelos, mas há alguns que poucos chegaram a ter contato, como uma versão toda de mola e metal da década de 1930.

No andar de cima do prédio está o Museu do Ferro de Passar. O acervo é menor do que o do Mubi, mas conta a interessante história do utensílio e como ele, ao tornar mais prática a atividade doméstica de passar roupa, contribuiu para a luta feminista no século XIX. Além desses e de outros relatos, há curiosíssimos tipos de ferros em exibição. Vale a pena.

O Museu Nacional de Imigração e Colonização fica em um prédio construído em 1870 e onde viveram algumas famílias alemãs. O imóvel tem espaços com objetos usados na época e locais onde conta como era o dia a dia dos imigrantes na cidade. Há também réplica de uma casa onde trabalhavam e moravam os colonos mais pobres. Integram ainda o espaço o Galpão de Tecnologia, com exemplares fantásticos de engenhos de farinha e erva-mate, e o Galpão de Meios de Transporte, com viaturas de tração animal e carroções, que transportam o turista a uma viagem no tempo.

O imóvel fica em frente à arborizada e belíssima Rua das Palmeiras, uma das mais agradáveis da cidade. E, se a intenção for ter mais contato com o verde, o melhor é subir até o mirante da cidade, que foi recentemente inaugurado. Além de oferecer uma bela vista de toda a região, há um trilha de cerca de 5 quilômetros ao redor, mergulhada em verde e muito silêncio. Um convite para assistir a um pôr do sol inesquecível.

SERVIÇO

ONDE FICAR

Hotel Tannenhof. Diárias a R$ 180. tannenhof.com.br

Blue Tree Towers. Diárias a R$ 188. bluetree.com.br

PASSEIOS

Fazenda Neitzel. Tour completo guiado: R$ 25.

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Fazenda Ango Kersten. Visita e passeio R$ 20.

Sites. Outras informações em estradabonita.com.br e http://bit.ly/2fyzzk4 .

Carolina Mazzi viajou a convite do Ministério do Turismo.

tyntVariables = {"ap":"Leia mais sobre esse assunto em ", "as": "© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização."}; BRASIL: Dança, turismo rural e flores: as faces de Joinville, em Santa Catarina

Con Información de OGlobo

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