BRASIL: Charada do crescimento
 Inicio > Internacionales | Publicado el Viernes, 02 de Diciembre del 2016
BRASIL: Charada do crescimento


OGlobo / 02/12/2016 0:00 Charada do crescimento Concentrado no ajuste fiscal, governo não dá sinais de saber como reverter, aqui e agora, a fraqueza do consumo e a paralisia do investimento O governo do presidente Michel Temer está prestes a se defrontar com um paradoxo. Com a provável aprovação definitiva, em duas semanas, da emenda constitucional que determina um teto para os gastos públicos, a vitória política no Congresso pode tornar mais difícil tirar a economia do profundo estado recessivo em que se encontra. Independentemente da necessidade inescapável de adotar uma regra eficaz de controle das despesas públicas, a emenda patrocinada pelo governo, ao longo do tempo, corre o risco de se tornar uma camisa de força para o crescimento.

Depois dos resultados do PIB, no terceiro trimestre de 2016, divulgados nesta semana pelo IBGE, foram reforçadas as perspectivas de que a economia ainda vai se arrastar no terreno negativo pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2017 e só depois começaria a se recuperar — e muito lentamente — dos 10% de produção que terão sido perdidos de meados de 2014 até lá. Para pelo menos mitigar o desemprego ainda ascendente e ajudar a reduzir o endividamento de famílias e empresas, fatores que fazem prever uma retomada sem viço e, entre outros, testarão a paciência popular com o governo, tão cedo a PEC aprovada nada poderá fazer.

Seus eventuais benefícios só começariam a dar o ar da graça bem mais à frente.

Acontecerá o mesmo com a reforma da Previdência. Prevista no roteiro da política econômica do governo para entrar em cena logo depois da aprovação da PEC dos gastos, a discussão da readequação restritiva dos gastos previdenciários, nos termos indicados pelo governo, só apresentará resultados, se aprovada, muito adiante. Como atuar, aqui e agora, para reverter, o mais rápido possível, a fraqueza do consumo e a paralisia do investimento — atendendo, inclusive, ao tempo político que se mostra cada vez mais escasso — é a charada que a louvada equipe econômica do governo ainda não deu sinais de estar de posse da chave para resolvê-la.

O que levou Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e os economistas do governo a apostar todas as fichas na aprovação da PEC do teto dos gastos foi a crença numa concepção econômica nascida nos primórdios da crise global de 2008, segundo a qual programas de austeridade fiscal, ao contrário do que rezavam as teorias estabelecidas, mesmo enxugando os gastos públicos — e, portanto, ajudando a retrair a demanda agregada da economia —, poderiam promover expansão do nível de atividades.

Moldada sob medida para economias às voltas com crises de solvência, a teoria da "contração expansionista" estabelecia um roteiro virtuoso em que a perspectiva de reequilíbrio das contas e da redução das dívidas públicas promovia a reconstrução da confiança de indivíduos e empresas no futuro econômico, a partir da qual haveria a retomada dos investimentos e, na sequência, do emprego, da demanda e do crescimento. A crença no valor restaurador das expectativas e na indução dos índices de confiança, contudo, em nenhum caso conhecido produziu um processo incontestado na direção prevista na teoria — o investimento sombreado pelo endividamento não sai do chão. Para reforçar os pontos de interrogação a respeito do valor prático da teoria e justificar sua crescente descrença nos meios acadêmicos, oito anos depois, ainda estão aí, claudicantes, para dizer o mínimo, as economias maduras que adotaram o modelo.

A aposta do governo Temer na reversão das expectativas antes muito pessimistas e na produção de índices de confiança suficientemente robustos para destravar os investimentos e relançar a economia, a partir de seu engajamento no esforço de ajuste fiscal, pareceu dar certo nos primeiros meses. Não resistiu, porém, às condições objetivas adversas em que se encontra a economia, mesmo que a contração fiscal prometida ainda não tenha se configurado. Ao concentrar sua ação na lógica da "contração expansionista", o governo Temer dá passagem à lembrança de uma das melhores frases do grande frasista Millôr Fernandes: "Quando as ideias ficam bem velhinhas, elas chegam no Brasil."

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Com esperança renovada em novos e bons tempos, voltamos em janeiro.

José Paulo Kupfer é jornalista

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