Ata mostra que diretores do Banco Central ficaram divididos sobre mensagem em relação a juros
 Inicio > Internacionales | Publicado el Jueves, 15 de Febrero del 2018
Ata mostra que diretores do Banco Central ficaram divididos sobre mensagem em relação a juros


OGlobo /

BRASÍLIA - Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) divergiram sobre quais sinais dar para a sociedade sobre os próximos passos do Banco Central na política de controle da inflação. De acordo com a ata da reunião do colegiado da semana passada, quando decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual para 6,75% ao ano , alguns diretores queriam que o BC fosse mais claro ao dizer que o ciclo de queda foi encerrado. Outros queriam que deixasse a porta aberta para a chance de mais um novo corte.

"Alguns membros manifestaram preferência por elevado grau de liberdade, favorecendo comunicação mais simétrica sobre o próximo passo, enquanto outros propuseram sinalizar mais fortemente a possível interrupção do ciclo de flexibilização monetária e manter liberdade de ação, mas em menor grau", disse a ata, que segue: "Todos concluíram ser apropriado sinalizar que, caso a conjuntura evolua conforme o cenário básico do Copom, a interrupção do processo de flexibilização monetária parece adequada sob a perspectiva atual. Mas avaliaram que cabia comunicar que essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos".

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Sem a certeza da aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional (o que poderia fazer o juro cair estruturalmente no país), o Banco Central decidiu interromper um longo processo de queda dos juros. Na quarta-feira da semana passada, o Copom anunciou o que pode ter sido o último corte , o 11º consecutivo. Ele sinalizou o fim do ciclo de afrouxamento na Selic devido à melhor recuperação da atividade econômica no país.

De acordo com a ata do Copom, os diretores focaram em avaliar sob que circunstâncias seria apropriado interromper a queda dos juros e em que contexto haveria espaço para novo corte em março. De um lado, a inflação anda muito baixa. De outro, uma possível recuperação mais consistente da economia e uma piora no cenário internacional favoreceriam a interrupção do processo de baixa da taxa básica.

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REFORMAS FUNDAMENTAIS

"Os próximos passos na condução da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação. Todos os membros do Comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal, e de ajustes na economia brasileira são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável, para o funcionamento pleno da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia, com amplos benefícios para a sociedade", disse a ata.

Desta vez, entretanto, o BC lembrou que há outras iniciativas que visam aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. E ressaltou que esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira. Um movimento em linha com o Palácio do Planalto que tem se aproximado do que os deputados batizaram de "agenda pós-reforma" já que é consenso que a votação da reforma da Previdência naufragou.

"Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, o Comitê vê, neste momento, como mais adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião pode se alterar e levar a uma flexibilização monetária moderada adicional, caso haja mudanças na evolução do cenário básico e do balanço de riscos".

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Com a queda de juros anunciada pelo BC na semana passada, a taxa Selic chegou ao menor nível. E pode ter encerrado o processo de queda que começou em 2016. Naquela época, o país tinha juros básicos de 14,25% ao ano, um patamar que vigorou por mais de um ano para conter a inflação que explodiu porque o país começou a gastar mais dinheiro do que tinha e também porque o governo resolveu repassar um aumento de preços de tarifas públicas represado antes da reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff como, por exemplo, o de energia elétrica. Em 2015, a inflação chegou a 10,67%. A meta era de, no máximo, 6,5%.

Atualmente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está em 2,86% nos últimos 12 meses. O número já leva em consideração a prévia dos 15 primeiros dias de janeiro. Em 2017, o índice ficou em 2,95%, abaixo do limite mínimo de 3% da meta. O BC argumenta que o motivo de não ter cumprido o objetivo foi o forte choque positivo no preço dos alimentos por causa da super safra.

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A decisão está em linha com esperava a maioria dos analistas do mercado financeiro. Os economistas apostam que, com a decisão, o Banco Central encerre o ciclo de corte dos juros. É o que prevê, por exemplo, o 'Top 5', grupo de economistas que mais acerta as projeções do Boletim Focus. O grupo acredita que o corte do BC da taxa básica de juros, na semana passada , foi o último deste ciclo de afrouxamento, que levou a Selic à nova mínima histórica de 6,75%.

O Banco Central também indicou que a piora no cenário internacional e a retomada mais consistente da atividade são fatores que contribuem para o fim do ciclo de queda da taxa básica de juros.

"A evolução da conjuntura em linha com o cenário básico do Copom, a recuperação mais consistente da economia e uma piora no cenário internacional favoreceriam a interrupção do processo de flexibilização", trouxe o documento, em trecho sobre a discussão dos membros do comitê sobre os próximos passos a serem tomados pela autoridade monetária.

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Con Información de OGlobo

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