Cerveja artesanal cai no gosto dos chineses, e setor já movimenta US$ 80 bi
 Inicio > Internacionales | Publicado el Jueves, 15 de Febrero del 2018
Cerveja artesanal cai no gosto dos chineses, e setor já movimenta US$ 80 bi


OGlobo /

PEQUIM - No país do chá, bebe-se cerveja como nunca. Avaliado em US$ 80 bilhões, o mercado chinês já é o maior do mundo, tendo superado até o dos Estados Unidos, que por anos se manteve em primeiro lugar. Embalada pela mudança de hábitos na China, a bebida tornou-se símbolo de status para os consumidores — sobretudo jovens que apostam nas marcas premium e nas artesanais — e sinônimo de grandes negócios para as empresas. O país já responde por quase um quarto da produção global: mais do que EUA e Brasil juntos (segundo e terceiro lugar, respectivamente), segundo a consultoria Statista.

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Em um dos tradicionais hutongs (bairros tipicamente chineses) de Pequim, a Great Leap é um das cervejarias artesanais badaladas da capital. Só se serve cerveja, produzida ali mesmo. Mas é difícil conseguir mesa ou um espaço no balcão. Isso se repete em outras cervejarias, como a Jing A e a Slow Boat. Como no Brasil, o movimento segue um tendência mundial, mais ainda é restrito aos grandes centros urbanos da China. O potencial de negócios é tal que a gigante AB InBev comprou recentemente duas marcas artesanais chinesas: a Boxing Cat (que ganhou a primeira medalha de ouro para a China no Festival Mundial da Cerveja), de Wuhan, e a Kaiba, de Xangai.

— As pequenas cidades aqui talvez não estejam preparadas ainda para essa tendência. Os chineses bebem cerveja já há algum tempo. É o "outro álcool" que tomam no lugar do aguardente chinês por excelência, o baiju , para não ficarem derrubados (o baiju tem teor alcoólico de 45%). Essa é uma tendência mundial. As pessoas sabem que as industrializadas, no fundo, se parecem. E querem algo mais — diz Badr Benjelloun, dono do bar Caravan, em Pequim.

Ele conta que vende hoje mais cervejas artesanais para chineses do que para forasteiros. E destaca que os consumidores têm preferido bebê-las nas próprias cervejarias, para garantir que o produto é fresco e original. Este é um problema que a China enfrenta com o álcool: há casos de cervejas industrializadas falsificadas ou importadas ilegalmente, lembra Benjelloun. Em maio do ano passado, as autoridades chinesas desbarataram uma quadrilha que falsificava latas de Budweiser, que vendiam em bares e boates. Segundo a mídia local, produziam 600 mil latas por mês. O vídeo com as imagens da fábrica de fundo de quintal correu as redes sociais.

Diz-se que os chineses bebem cerveja há milhares de anos. As primeiras eram feitas a partir de arroz, mel, uva e outras frutas. A produção da cerveja como se conhece hoje teria começado no século XIX. A primeira cervejaria teria sido criada pelos russos em Harbin, ao Norte do país. Depois, vieram alemães, tchecos e japoneses. As marcas mais conhecidas hoje são Tsingtao, Snow, Suntory, China Pabst Blue Ribbon e Harbin. De acordo com um estudo da consultoria Hatchery, as províncias do Norte, Pequim inclusive, bebem mais álcool que as do Sul. A empresa afirma que as artesanais ainda têm uma fatia pequena do mercado, mas cresceram cerca de 25% nos últimos dois anos.

Em dezembro, o Fosun, um dos maiores conglomerados da China, pagou US$ 844 milhões pela fatia que a japonesa Asahi tinha na Tsingtao. A operação fez do grupo o segundo maior acionista da cervejaria, com quase 20% de participação no capital, que é majoritariamente estatal. A aquisição está em linha com o resto dos negócios do grupo, que tem apostado em negócios cujo alvo é a crescente classe média no país e seu consumo, de serviços financeiros a lazer e viagens. O conglomerado, dono da gestora Rio Bravo no Brasil, tem ativos de cerca de US$ 85 bilhões pelo mundo.

Segundo o especialista no setor de cerveja Sam Yao, a estratégia de crescimento das empresas no mercado chinês é investir em produtos de qualidade. Até agora, os preços eram considerados extremamente baixos. Mas a política não foi o suficiente para garantir mais retornos aos produtores. Recentemente, as duas maiores companhias do país anunciaram um aumento nos preços, o primeiro em dez anos, o que criou um alvoroço entre investidores. Como o volume consumido per capta no país terá um aumento estimado em 2% ao ano, a ideia é atacar o consumo de alto padrão para aumentar as potenciais margens de lucro mais depressa.

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— Aqui na China, o investimento nas ações das companhias de cerveja não é algo que tenha retornos tão altos quanto em várias novas empresas. Há muitas outras opções para quem quer ter retorno rápido. O consumo de produtos de padrão mais elevado é a aposta. A escala para esse segmento não é tão importante, mas a qualidade. É aí que está a competitividade — diz Yao.

A Statista prevê que o mercado de cervejas mundial salte dos US$ 281 bilhões registrados em 2017 para US$ 309 bilhões até 2021, com a China por trás de boa parte deste crescimento. As artesanais, por enquanto, não passam de 2% do total vendido no país. As importadas têm registrado aumento de 20% a 40% anual. Mas os volumes ainda são pequenos.

Apesar do crescimento no mercado de cervejas, o chá ainda é a bebida nacional.

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Con Información de OGlobo

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