BRASIL: Fernando Diniz, técnico do Atlético-PR: 'Futebol é mais arte que ciência'
 Inicio > Deportes | Publicado el Lunes, 12 de Febrero del 2018
BRASIL: Fernando Diniz, técnico do Atlético-PR: 'Futebol é mais arte que ciência'
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OGlobo /

Fernando Diniz foge ao padr√£o. N√£o por defender um jogo baseado na constru√ß√£o ofensiva, na posse de bola, na busca pela est√©tica e pela beleza, estilo oposto √† ditadura do contragolpe e da velocidade no futebol brasileiro. Mas tamb√©m pela forma como busca estruturar suas equipes. Psic√≥logo formado, defende que as rela√ß√Ķes interpessoais e o conhecimento do ser humano que est√° por tr√°s do jogador √© um pilar t√£o importante quanto os treinos t√°ticos, que tamb√©m valoriza fortemente. A entrevista de mais de uma hora com o GLOBO j√° terminara quand , disse a frase que talvez sintetize seu ide√°rio de futebol:

Veja também Análise: Vitória do Flamengo funciona como síntese do Estadual até aqui Vinícius Jr. volta a provocar nas redes e é xingado Mobilização por Valdiram envolveu Vasco e grupo de flamenguistas Adriano Imperador posa sem camisa e torcedores elogiam boa forma - Futebol é mais arte do que ciência. Quando encanta, fica para sempre.

O estilo de seus times foge ao padrão brasileiro, onde predomina a transição em velocidade. Acha que os riscos da implantação do modelo retardaram sua chegada a um time de Série A?

Em parte. Mas não é correto também achar que precisa de um tempo exagerado para começar a acontecer. Treinamos 15 dias e estreamos contra o Caxias. Havia um esboço. Claro que, para ficar legal mesmo, leva tempo. Mas será que um técnico com modelo tradicional teria um time mais preparado? A grande questão é que futebol não é simplesmente tática, é uma atividade humana em que a criação de um bom ambiente é preponderante. Limitar tudo à tática faz faltar um pedaço na discussão. O que faz levar tempo não é o jeito de jogar diferente, é o jeito de viver diferente.

Valorizamos pouco as rela√ß√Ķes humanas?

Nem tudo √© t√°tico, embora o trabalho t√°tico seja um pilar do meu trabalho. Mas a constru√ß√£o de uma comunidade √© algo que adoro fazer, √© a base: viver melhor para ser um time mais forte. √Č importante o sujeito sair do trabalho mais fortalecido do que entrou, e n√£o mais enfraquecido.

Mas como esta comunidade ajuda a construir o modelo de jogo?

Jogamos um futebol de constru√ß√£o, com a bola. √Č um modelo b√°sica e fundamentalmente solid√°rio. Muito jogo de movimenta√ß√£o, dez se movendo para s√≥ um de cada vez estar com a bola. Ao criar padr√Ķes de movimento, achar brechas, √© preciso um senso de amizades, de parcerias gigantescas. Num jogo reativo, √© mais f√°cil: baixa o bloco, fica todo mundo mais pr√≥ximo, ningu√©m precisa se mover muito. Mas n√£o √© o jogo em que acredito.

Isto inclui entender o ser humano? Um zagueiro com mais coragem vai aderir à ideia de sair jogando, arriscar um passe...

Pra mim √© um conceito de vida: uma pessoa melhor √© um profissional melhor. Um sujeito mais dedicado, com mais coragem, mais esfor√ßado, √© melhor para trabalhar. Tem um monte de talentoso que fica no caminho por falta de for√ßa humana, medo, ang√ļstia, que n√£o teve nenhuma no√ß√£o de limite na inf√Ęncia. O principal problema do Brasil √© psicossocial. Quase sempre o mais talentoso √© o que demanda mais das comiss√Ķes t√©cnicas na parte humana: viveu muito tempo na rua, o clube pegou com 13 ou 14 anos e n√£o ofereceu quase nada de substrato humano. A√≠, aos 18 ou 19 anos vai cobrar profissionalismo? √Č desumano. √Č preciso entender a hist√≥ria de vida. D√° duas horas para ele falar o que foi a vida dele.

Há um consenso de que o jogo com domínio da bola só é acessível a times ricos, com craques...

Se eu acreditasse nisso jamais teria feito o que fiz. √Č uma abordagem t√°tica, uma for√ßa coletiva que precisa funcionar muito bem. Exige treino, coragem de tomar umas porradas. Agora, se todo mundo jogar dentro do mesmo modelo, claro que quem tem os melhores jogadores prevalece. Hoje, a maioria joga reagindo, e quem investe menos tende a se defender ainda mais para contra-atacar. Busco outras l√≥gicas, construir de outra forma

Então o modelo é treinável?

Completamente. O ponto √© o t√©cnico saber aquilo que busca, estar convicto. N√£o existe certo ou errado. Eu n√£o jogo assim por querer fazer diferente. √Č o jeito qu e acredito que me dar√° mais chance de ganhar. E que d√° prazer.

O que te faz crer que com construção ofensiva há mais chance?

Construir bem pode levar tempo, exige muita participa√ß√£o e entrega. Mas uma vez que se tenha bom funcionamento, voc√™ sempre est√° mais perto de ganhar. Gera parceria, um funcionamento como time. Mas j√° ganhei e perdi assim, √© o gosto do fregu√™s. Esta √© minha cren√ßa de futebol. J√° ganhei jogo marcando em linha baixa (com a defesa mais recuada) porque o jogo imp√īs. Mas o marcante para mim √© ganhar construindo.

Então há vitórias que não dão prazer?

Já tive, sim. Mas não por causa do modelo... Eu faço o que acho mais bonito, mas também porque acho mais competitivo. Não jogo assim para perder jogo. Mudar estratégia em alguns momentos é do jogo. A Alemanha hoje joga mais bonito não é pela beleza, é porque entenderam que é melhor jogar bem. Espanha desenvolveu seu modelo não por ser bonitinho, mas pela eficiência.

Como foi criando estes conceitos, estas convic√ß√Ķes?

Tenho a impress√£o clara de que eu fui jogador apenas para poder ser t√©cnico. A sensa√ß√£o de contentamento e prazer √© muito maior agora do que quando jogava. Fui observando coisas que treindores faziam e criei uma base de conhecimento para o que queria: jogar bem, ter posse de bola, n√£o vencer de qualquer jeito. Vislumbro um estilo em que o jogador sinta prazer, se exprima. Os grandes craques me apaixonaram pelo jogo. E isto vale para quem joga bola. N√£o tem jogador ruim em time grande. Quem passou pelo funil do futebol √© porque √© bom, foi bom na rua, na escola. E tem prazer em jogar, ter a bola, quer mostrar o que sabe. Mas exige coragem, porque o futebol potencializa a vida: o que erra tentando √© alvo. O futebol √© um meio exposto e, em diferentes n√≠veis, todo mundo conhece futebol. Sei que o jogo de que gosto n√£o √© o √ļnico que existe. Mas √© o que acredito.

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Você não teve uma formação acadêmica como treinador?

N√£o. O que gosto √© de criar, melhorar em cima de um estilo de jogar, ver o time jogando bem, jogadores progredindo para que fa√ßam sucesso na vida. Quero que o jogador se sinta bem. A base da constru√ß√£o √© o nosso pr√≥prio time, ver como sai de situa√ß√Ķes. As pessoas querem receita pronta, eu acredito em avan√ßar em coisas positivas que voc√™ v√™ no futebol. H√° muita coisa para construir. √Č preciso coragem para testar, n√£o ficar repetindo a mesma receita.

O jogador brasileiro é, na média, taticamente inteligente?

Isso √© igual escola. Se voc√™ tem boas informa√ß√Ķes na base, ser√° bom depois. √Č est√≠mulo. N√£o adianta ensinar √°lgebra depois dos 18 anos, √© mais dif√≠cil. H√° muito est√≠mulo para fechar espa√ßo e jogar em transi√ß√£o. Nisso o Brasil avan√ßou. Quase todos os lugares que vou ver jogo de base, voc√™ nota este tipo de informa√ß√£o. Na constru√ß√£o ofensiva, estamos devendo.

Uma nova gera√ß√£o de treinadores ganha espa√ßo no Brasil. O que as gera√ß√Ķes antigas ainda t√™m a contribuir?

Eu n√£o me enquadro neste tipo de conflito. Vi coisas encantadores em times de Tel√™, Carpegiani. O time que jogou o melhor futebol do ano passado era do Renato Ga√ļcho... Quero estar perto de qualquer gera√ß√£o que goste das coisas que eu gosto. Tenho muito respeito a pessoas como Osvaldo, Dorival, V√°gner Mancini. E por caras novos como Z√© Ricardo, F√°bio Carille, que √© meu amigo pessoal. Tem gente competente c√° e l√°.

Mas que times gostou de ver ao longo da vida?

Vi times muito bonitos: o Flamengo dos anos 80, a seleção de 82, o São Paulo do Telê, o Palmeiras dos anso 90, Barcelona, seleção da Espanha, o Klopp no Borussia Dortmund, embora fosse uma transição mais rápida. Gosto de como Simeone mobiliza seu time, embora seja uma forma muito diferente da minha. Vejo beleza do aspecto coletivo enraizado, uma construção humana gigantesca ali. Vejo pessoas se defenderem e se protegerem de forma muito linda.

Voc√™ fala no prazer do jogador. E o p√ļblico?

Para mim o p√ļblico importa, precisa importar. Eu era assim, s√≥ gostei do futebol pelas coisas bonitas que faziam. Se voc√™ joga bem, constr√≥i coisas bonitas, mesmo se n√£o ganhe, deixa algo que fica. A sele√ß√£o de 82 s√≥ n√£o ganhou o jogo, mas ganhou um monte de outras coisas. Se voc√™ joga s√≥ pelo resultado, sem beleza, e perde, n√£o h√° mais nada para apreciar. O principal √© ganhar o jogo, mas por vezes h√° coisas bonitas no caminho que n√£o se pode jogar fora. A Alemanha demorou a ganhar, mas n√£o jogou fora o trabalho. Para mim, jogou muito melhor em 2010 do que em 2014.

H√° mecanismos que v√£o al√©m do treino na constru√ß√£o de rela√ß√Ķes humanas?

Claro. Como voc√™ aborda o jogador, como chega para o trabalho, fazer uma din√Ęmica de grupo, assistir a um filme. Mas tamb√©m ver o seu time jogando e discutir com os jogadores, fazer que eles sejam co-construtores do modelo de jogo. √Č um processo muito rico, porque eles veem coisas que voc√™ n√£o v√™.

O ambiente que cerca o futebol é conservador? As pessoas aceitam o time mais pobre que se defenda e perca. Mas se ele perde tentando atacar, é criticado por ousar...

Sim, depois as pessoas dizem que querem mudança. Não querem mudar, querem ganhar. Querem o novo, mas só até a página 1 do livro.

O que você sente ao ver o United de Mourinho, com recursos, jogar de forma conservadora?

N√£o √© o que me agrada. H√° grandes jogadores, mas n√£o o que, para mim, √© a ess√™ncia do jogo. Voc√™ precisa defender em alguns momentos, mas ter esta postura com predomin√Ęncia, podendo jogar para a frente, n√£o me agrada. N√£o √© o que move a maioria dos jogadores que se apaixonam pelo jogo. Tem que ter beleza, √© um conceito de vida de que gosto. Gosto que seja bonito, que o jogador tenha prazer e passe para o p√ļblico. O mais importante quase sempre √© a vit√≥ria, mas h√° maneiras diferentes de busc√°-la. Ning√ļem controla resultado, √© como a vida. A vida √© ca√≥tica, voc√™ n√£o controla o tempo, sabe que vai morrer. Mas pode controlar a forma de viver, criar ambientes para se sentir bem.

E o que mais admira nos times do Guardiola?

A ousadia, o prazer. √Č legal para caramba ver os caras jogarem. E ele fez na Espanha, repetiu na Alemanha, agora na Inglaterra. Claro que tem o diferencial de contar com os melhroes ou mandar buscar. Mas isso n√£o garente vit√≥ria. E a forma de jogar ganha admira√ß√£o e a chance de ganhar √© grande. O Bayern chegou em tr√™s semifinais de Liga dos Campe√Ķes, esteve sempre na frente, o trabalho tem consist√™ncia.

O que te incomodava nos tempos de jogador?

Sempre achei muito agressiva essa inversão de valores, que ainda existe. Se você joga bem, é tratado como boa pessoa. O que joga mal, como uma pessoa pior. O sujeito que mais precisa de ajuda é o menos ajudado. Isto é o oposto do futebol coletivo: o que está bem fica cada vez melhor e o outro é o oposto. Isso não é time. Vi muitos jogadores se perderem. A questão social é muito pouco valorizada, o jogador é tratado como o objeto que entrega resultado. E o que ele é como pessoa é descartado.

O Brasil produz poucos zagueiros com coragem e técnica para sair jogando, arriscar passes?

Acho que tem mais a ver com o modelo de jogo, que precisa ser um facilitador. Eles precisam ser estimulados também. Não adiante ser bom tecnicamente mas o time não oferecer a opção do passe: vai passar para quem? Se o time só jogar em transição, o defensor não vai usar este recurso. Mas você pode ter um zagueiro sem tanta qualidade técnica e, com um modelo que facilite, com estímulo, ele passa a jogar mais.

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E a falta de meio-campistas que joguem de uma área à outra?

Acho que está mudando. Embora o Corinthians jogue mais em contra-ataque, Gabriel era centroavante na base e hoje é um volante que se aproxima, sabe bater de fora da área. E joga com dois meias que constróem. O Palmeiras tem Felipe Mello, Lucas Lima e Tche Tche, o Grêmio tem Arthur e Maicon. Mas insisto na questão do estilo, do modelo. Se você tem estes jogadores e monta o time para jogar em espera, as qualidades deles vão aparecer menos.

O futebol oferece dinheiro r√°pido a uma elite de jogadores que, em sua maioria, teve uma vida de priva√ß√Ķes. Isto explica tantos jogadores brasileiros sa√≠rem cedo do √°pice das carreiras: Ronaldinho Ga√ļcho, Adriano, agora o Ganso? √Č uma saciedade precoce?

N√£o gosto de falar em nomes, n√£o conhe√ßo a vida deles. N√£o posso julgar. Em termos gerais, sempre falo que √© preciso cuidar do jovem de umaforma mais ampla. Quantos v√£o virar jogador? Pouqu√≠ssimos, mas todos ter√£o que continuar a vida. Ent√£o, uma forma√ß√£o melhor aumenta a chance de ter jogadores melhores no futuro, mas tamb√©m de criar um bem estar duplo, no futebol e na vida. O mundo que ele conhece √© o que voc√™ permite, os limites que s√£o impostos. O talento n√£o √© o mais importante da vida de ningu√©m, em nenhuma profiss√£o. S√£o os valores. √Č preciso falar disso todo dia, entender a pessoa. Nem sempre s√£o os mais talentosos que chegam. Claro que h√° aberra√ß√Ķes em termos de talento: Neymar, Messi, Rom√°rio... Mas muitos s√£o muito talentosos e n√£o conseguem. E h√° outros que s√£o pau para toda obra, caras dedicados, bons amigos, parceiros. O talento pdde at√© arruinar a vida da pessoa. Porque se voc√™ levar em conta a vida √ļtil m√©dia da popula√ß√£o, ele vai viver mais 50 anos ap√≥s o futebol. Com que tipo de vida?

Que pecado você não perdoa num jogador?

Preguiça. Falta de vontade de fazer as coisas. Eu sou apaixonado pelo que faço, sou apaixonado por futebol e pelos jogadores. Se o cara não faz algo por falta de vontade, isso para mim desintegra tudo.

BRASIL: Fernando Diniz, técnico do Atlético-PR: 'Futebol é mais arte que ciência'

Con Información de OGlobo

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