Inicio > Economía | Publicado el Jueves, 20 de Febrero del 2014
BRASIL: Ucrânia põe em xeque 'trégua delicada' entre Ocidente e Rússia

BRASIL: Ucrânia põe em xeque 'trégua delicada' entre Ocidente e Rússia

G1 Globo / O derramamento de sangue na Ucrânia traz o risco de intensificar tanto os rachas internos como a tensão diplomática entre vários países envolvidos na crise local.

saiba mais Entenda os protestos na Ucrânia Leia as últimas notícias sobre a crise Dentro da Ucrânia, mesmo que os protestos sejam mais complexos que uma simples divisão entre leste e oeste, a violência pode facilmente puxar os cidadão para os extremos da questão.

Internacionalmente, está sendo aberto um abismo entre a Rússia e potências do Ocidente, com possíveis amplas repercussões. Pode ainda não estar inteiramente claro quem é o responsável por inflamar a situação desta vez, mas as reações dos principais poderes, Leste e Oeste, representam uma divergência gritante.

O Kremlin se aliou firmemente com o presidente Viktor Yanukovich. O Ministro de Relações Exteriores russo descreveu a violência nos protestos que tomaram conta do país como uma 'tentativa de golpe' e exigiu que os líderes da oposição na Ucrânia 'dessem um fim ao derramamento de sangue'.

O presidente russo, Vladimir Putin, tem se mantido em contato por telefone com Yanukovich. O porta−voz do Kremlin Dmitry Peskov foi cuidadoso ao insistir que o presidente russo não ofereceu qualquer conselho ao governo, mas afirmou que a Ucrânia era um 'Estado irmão e amigo e um parceiro estratégico' e que a Rússia usaria toda sua influência para reestabelecer a paz e a ordem.

Por sua vez, líderes ocidentais apoiaram a oposição.

Nos Estados Unidos, o foco tem sido tentar persuadir Yanukovich a tirar as forças do governo das ruas e a agir com moderação. Segundo relatos, o vice−presidente, Joe Biden, falou com o presidente ucraniano pelo telefone e sugeriu que seria responsabilidade dele acalmar a situação e abordar as 'preocupações legítimas' dos manifestantes.

Ameaça de sanções Na Europa, o ministro de Relações Exteriores sueco, Carl Bildt, chegou a dizer que o presidente Yanukovich tinha 'sangue em suas mãos'.

O ministro de Relações Exteriores alemão, Frank−Walter Steinmeier, disse que a Ucrânia havia 'pago um preço caro' pelas recusas de seu presidente em ter conversas sérias para acabar com o conflito.

O primeiro−ministro da Polônia, Donald Tusk, disse que as autoridades ucranianas haviam perdido seu mandato democrático.

Uma série de países da União Europeia (UE), entre eles França e Alemanha, agora pedem sanções contra Kiev como um gesto de solidariedade com o povo ucraniano.

Essa é a primeira vez que a União Europeia levantou a hipótese de impor sanções ao governo de Yanukovich. Até agora, o foco estava em tentar mediar entre os dois lados do conflito, além de pedir ao presidente que reconsiderasse sua recusa em fortalecer laços comerciais com a UE e em aceitar um pacote de resgate do FMI.

Dessa forma, trata−se de uma mudança significativa na abordagem europeia à crise.

Mas é difícil ver como a imposição de sanções poderia mudar o cenário − além de estimular Yanukovich a dar as costas à Europa de vez.

Diplomacia De modo similar, há bons motivos para acreditar que Putin não queira ser visto envolvendo−se em confrontos mais amplos na Ucrânia. A experiência mostra que intervenções de Moscou, sejam elas políticas ou econômicas, tendem a intensificar a rejeição à influência russa.

O futuro imediato da Ucrânia pode depender mais das tentativas de mediação feitas por ex−políticos ucranianos e poderosos oligarcas locais, desesperados para evitar que a violência se agrave.

Mas, internacionalmente, as tensões ainda podem reverberar.

Já há algum tempo tem vigorado uma delicada trégua entre o Kremlin e as potências ocidentais. Quanto à Ucrânia, os dois lados trocaram acusações mútuas de interferência, mas concordaram em discordar, por assim dizer. Em outros temas, como a diplomacia envolvendo Irã e Síria, eles têm tentado colaborar entre si.

Mas parece haver muita desconfiança entre os dois lados, e esforços diplomáticos podem ser insuficientes − como mostra o recente colapso no diálogo internacional sobre a guerra civil síria. E sempre ronda o perigo de que a instável ponte entre o Ocidente e o Leste europeu balance ainda mais.

Geograficamente, a Ucrânia fica entre os dois lados. Até agora, as rivalidades dos tempos da Guerra Fria vinham sendo contidas. Diplomatas argumentam que é possível que Rússia e Ocidente colaborem entre si quanto ao futuro da Ucrânia, beneficiando os dois lados.

Mas, à medida que a crise se aprofunda, essa perspectiva parece estar mais distante.

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