Aos eleitos na e pela Madeira - EntornoInteligente

jornal da madeira / Dias antes do Natal o presidente da Câmara Municipal do Funchal escreveu no diário um texto que podia “ser uma carta ao Pai Natal”. Diz que quando entrou para a vida política, sem saber se ganharia eleições, que o fez com o “sentido de missão de serviço público e com a convicção de dar o meu contributo cívico na resolução de problemas que criticava, aceitando o lugar que o povo considerasse que seria o meu”. Não duvido da intenção. Mais à frente aconselha a “pôr em prática na vida pública os valores básicos da responsabilidade política”. Paulo Cafôfo lamenta que haja Orçamento aprovado para 2015 e exista um Plano que foi chumbado pelo PSD, PND e CDU que classifica de situação inédita a nível nacional, e refere o conjunto de acções que estão eventualmente prejudicadas por constarem do Plano reprovado. Expressa a sua decepção porque “os partidos que votaram contra não podem simplesmente votar contra e sacudir a água do capote, nomeadamente o PSD, que não apresentou nenhuma proposta de alteração. A hemorragia interna porque passam não justifica tudo”. E sublinha convictamente: “muito menos argumentar que houve falta de abertura e diálogo, logo por parte daqueles que durante anos de poder cultivaram a arrogância e a prepotência chumbando tudo o que vinha da oposição”. Politicamente correcto elogia a postura do CDS “com quem se negociou e de quem se aceitou propostas”. Avança com a ideia de que “a nossa Cidade tem problemas cuja dimensão é muito maior que a pequenez das tricas partidárias”. Concordo. Limito-me a destacar aquilo que classifica “de acções de destruição, de luta de poder pelo poder, de defesa de interesses pessoais ou de vinganças mesquinhas”. O presidente Paulo Cafôfo, tem a minha consideração e acredito que esteja no lugar para servir quem o elegeu. Não vou invocar, cenas tristes, nem duvido da sua educação, ou do seu comportamento como cidadão. Só que quem se mete nestas aventuras, sofre muito quando depende de outros. É o seu caso. De independente a atraiçoado pelo PS foi um saltinho. A sensação de responsabilidade tem-na. Mas não esqueça que foi um grupo de “garimpeiros” da política local (medíocres) que fizeram uma coligação para ganhar as eleições autárquicas. Não foram capazes de “dar a cara” como actores principais desse acto eleitoral, porque estão politicamente queimados. Esta é a verdade. Escolheram-no porque era uma cara “independente” professor de profissão, com ar simpático e facilidade de contacto e de diálogo. Mentiram-lhe nos propósitos. Eles quiseram derrotar Alberto João. Nem lhes passou pela cabeça que iam derrotar o PSD. A missão suprema que lhe destinaram foi a de um novo homem na política local, com qualidades para os embates com a eloquência e humanidade que possui. Ninguém reflectiu sobre as responsabilidades, nem nos personagens tenebrosos que o seguiam. Atrás de si qual romaria sem romantismos, iam os descobridores, dispostos a “vendê-lo”. E provou-se tudo isso em pouco tempo. Tenha cuidado com esses “avós” conservadores, que são complexados e perdem a noção de liberdade, desdenham os princípios, e escondem espíritos de inveja e de revanchismo. Há que “consagrar a alabarda do cidadão sobre o altar da humanidade” como escreveu Thomas Mann. Tenho mágoa da humilhante proibição de circulação do JM na Câmara. Considero uma “prepotência.” Cortar a publicidade ao JM mesmo que invoque motivos legislativos, ainda tem que se lhe diga. Admito que essa e outras decisões infelizes e anti-democráticas, foram motivo de pressões, intoxicado pelos medíocres, que se serviram da sua bondade até cair na tentação de cometer arbitrariedades que agora, serenamente critica. A “Festa” no Mercado foi bem organizada. Sinceros parabéns. Aceite os meus votos de Feliz Ano Novo. Um abraço de solidariedade ao senhor seu pai, cuja leal e saudável amizade é inesquecível.

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